HOMENS EM SITUAÇÕES DE TRATAMENTO DAS DROGAS: o perfil do interno

  • Ernane Junior da Silva Reis
  • Gilmar Antoniassi Junior
Palavras-chave: -

Resumo

Introdução: Em países democráticos as políticas utilizadas para o abuso das drogas foram iniciadas através do discurso de criminalização e medicalização, em que o usuário é responsabilidade do estado e do sistema judiciário e na maioria das vezes é submetido a internações, por meio da psiquiatria do excesso. Tentando estabelecer ações que vão além dos cuidados de saúde, onde em 1986 a Carta Ottawa, coloca a saúde na agenda de prioridades dos políticos e dirigentes em todos os níveis e setores, chamando-lhes a atenção para as consequências que suas decisões podem ocasionar no campo da saúde e a aceitarem suas responsabilidades políticas com a saúde. Objetivo: Identificar o perfil de homens internos em situações de tratamento das drogas de uma cidade do interior do estado de Minas Gerais, Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa e qualitativa de natureza descritiva com homens que fizeram uso de drogas e encontram-se em tratamento numa Clínica de Dependência Química restrita ao atendimento masculino com 100 internos. Considerações: Participaram do estudo 61 homens, com idade entre 12 a 61 anos, onde a maior parte dos internos (38%, n=28) estão na faixa etária entre 31 a 40 anos, seguido de 18% (n=11) com 25 a 30 anos. O tempo de internação varia entre o período de 10 dias a 4 anos, onde, 49% (n=30) estão internados num período de 1 mês a 3 meses, seguindo de 30% (n=18) no período de 4 a 6 meses. Em relação ao uso na vida, identificou-se o álcool e o tabaco como as drogas mais consumidas ao longo do tempo (92%, n=56, para ambas), seguida da maconha 84% (n=51), cocaína e/ou crack, ansiolíticos, hipnóticos e sedativos 75% (n=46 para ambas as drogas), inalantes 52% (n=32), alucinógenos 33% (n=20), estimulantes como anfetaminas e escstasy 26% (n=16) e os opiódes 11% (n=7). Este estudo mostrou que o álcool e o tabaco, por serem drogas lícitas e muito estimuladas nos meios de comunicação, faz com que o uso se dê de maneira intensa em comparação com as ilícitas. Este uso demasiado é seguramente a porta de entrada para a dependência. Diante desse problema identificado, percebemos a necessidade de possuir uma maior intervenção por parte das políticas públicas, dando foco não somente nas drogas ilícitas, mas especialmente em relação ao álcool e tabaco.

 

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Referências

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Publicado
2019-07-29
Como Citar
Reis, E., & Antoniassi Junior, G. (2019). HOMENS EM SITUAÇÕES DE TRATAMENTO DAS DROGAS: o perfil do interno. Psicologia E Saúde Em Debate, 5(Suppl.1), 12-12. Recuperado de http://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/488