USO DA AURICULOTERAPIA EM UM GRUPO DA SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: um relato de experiência

  • Lucila de Matos Borges
  • Fabíola Pansini Maniglia
Palavras-chave: -

Resumo

Introdução: A prevalência dos transtornos de ansiedade na atenção primária é amplamente reconhecida pela literatura especializada e se constitui em um dos grandes desafios para a atuação na rede de saúde mental dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). Alternativas para o enfrentamento deste problema surgem através da ampliação de cuidados e a utilização de estratégias e ações para além da intervenção exclusivamente biomédica. Uma das formas de efetivação de novas abordagens vem sendo comtemplada através das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Estas aumentam os meios de cuidado e as possibilidades terapêuticas para as demandas apresentadas pelos usuários, garantindo uma maior integralidade e resolutividade da atenção à saúde. Objetivo: Relatar a experiência do uso da auriculoterapia em um grupo de manejo de ansiedade conduzido pela rede de saúde mental na atenção primária e o impacto desta Prática Integrativa no quadro de sintomas apresentados pelos participantes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa realizada com indivíduos em uso de auriculoterapia em um grupo de manejo da ansiedade, conduzido pela rede de saúde mental de um município do estado de Minas Gerais. O critério para participação no grupo foi a existência de transtorno de ansiedade e para integrar o presente estudo não houve critério de exclusão. As práticas aconteceram durante cinco meses com 50 participantes frequentando o grupo semanalmente durante uma hora e meia, período em que eram trabalhadas a psicoeducação e as estratégias de enfrentamento. Considerações: Com base no discurso dos integrantes do grupo, observou-se melhora significativa dos sintomas de ansiedade e no enfrentamento de situações ansiogênicas, com reflexos positivos nas relações interpessoais e familiares. A efetividade do grupo também foi evidenciada pelo índice de participação e assiduidade nos encontros, reforçando a percepção da melhora da qualidade de vida pelo participante. Acredita-se que pesquisas futuras devam mensurar os resultados da implementação das Práticas Integrativas, como a auriculoterapia, a fim de valorizar as estratégias de promoção da saúde mental.

 

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Referências

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Publicado
2019-07-29
Como Citar
Borges, L., & Maniglia, F. (2019). USO DA AURICULOTERAPIA EM UM GRUPO DA SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: um relato de experiência. Psicologia E Saúde Em Debate, 5(Suppl.1), 20-20. Recuperado de http://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/496