SUICÍDIO: o difícil dilema entre viver e morrer

I Simpósio Científico De Práticas Em Psicologia

  • Susana Silva
  • Cássia Barbosa

Resumo

A morte sob qualquer forma, mesmo sendo a única certeza do fim da existência humana, é um assunto ainda pouco discutido, como uma maneira de evitar a dor, a tristeza e até mesmo a má sorte, na verdade, a morte é vista como um tabu perante a sociedade, não sobra espaço para a vivência desse evento traumático, dificultando para o homem inclui-la em sua rede de pensamento e simbolizá-la. O suicídio é o tipo de morte que rompe de uma forma violenta o vínculo do desenvolvimento humano, fugindo da construção natural do morrer imposta pela sociedade, intensificando assim, a dificuldade da aceitação e elaboração do luto dos sobreviventes. O objetivo do suicida, não é propriamente a morte, ela é apenas o caminho mais rápido utilizado para alcançar tal propósito, ele está em busca de uma saída para o conflito em que está vivendo e a morte é o meio usado de forma mais eficaz para alcançar o seu desejo, então o suicida é um homicida que extermina um objeto interno torturante que o ameaça e o perturba. Uma vez que o sujeito está enredado na tendência ao autoextermínio, não há escolha pessoal em jogo, existe uma consequência coletiva, pois o suicídio é sim um problema sociológico, que nos mostra algo a respeito da condição sempre negativa de uma sociedade.

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Publicado
2016-01-01
Como Citar
Silva, S., & Barbosa, C. (2016). SUICÍDIO: o difícil dilema entre viver e morrer. Psicologia E Saúde Em Debate, 2(Supl. 1), 39-41. https://doi.org/10.22289/2446-922X.V2S1A13
Seção
Artigo original