RELAÇÃO ENTRE DOR MUSCULOESQUELÉTICA E CONDIÇÕES DE TRABALHO DE POLICIAIS MILITARES

Autores

  • Helen Caroline de Morais Santos Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Fabiana Cury Viana Faculdade Patos de Minas - FPM
  • Deivid Kennedy da Silva Faculdade Patos de Minas - FPM

DOI:

https://doi.org/10.22289/2446-922X.V6N2A24

Palavras-chave:

Dor, Saúde do Trabalhador, Dor Lombar, Promoção da Saúde

Resumo

A atividade laboral do policial militar pode levar à sobrecarga osteomuscular, devido a jornada de trabalho extensa, permanência por muitas horas em pé e uso de equipamentos pesados como o colete balístico, que podem gerar desconforto, fadiga e dor musculoesquelética, predispondo esses profissionais a dores que comprometem sua saúde e qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo avaliar a percepção de dor musculoesquelética de policiais militares, identificando a presença de pontos dolorosos e estabelecendo relações entre os pontos encontrados e suas condições de trabalho. Participaram do estudo 55 policiais militares, de ambos os sexos, com mais de cinco anos de serviço prestado à instituição, que pertenciam à guarnição do 15° Batalhão da cidade de Patos de Minas-MG. Foi aplicado o questionário sociodemográfico e de saúde e, posteriormente, o “Mapa Corporal da Dor”. Todos os policiais apresentaram dor em alguma região do corpo após a jornada de trabalho. Associações entre as regiões corporais com dor, o uso do colete balístico, veículo de trabalho e tempo de serviço prestado, evidenciaram acometimento principalmente na região das costas inferior. Diante dos resultados apresentados, observa-se uma prevalência de dores na região lombar seguida de dores na região torácica. Todos os participantes faziam uso do colete balístico, fato que influenciou a presença dos pontos dolorosos apresentados. Portanto, faz-se importante a realização de estudos, com intuito de detectar fatores de risco à saúde desses trabalhadores, a fim de propor estratégias que melhorem sua qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Fabiana Cury Viana, Faculdade Patos de Minas - FPM

 

A atividade laboral do policial militar pode levar à sobrecarga osteomuscular, devido a jornada de trabalho extensa, permanência por muitas horas em pé e uso de equipamentos pesados como o colete balístico, que podem gerar desconforto, fadiga e dor musculoesquelética, predispondo esses profissionais a dores que comprometem sua saúde e qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo avaliar a percepção de dor musculoesquelética de policiais militares, identificando a presença de pontos dolorosos e estabelecendo relações entre os pontos encontrados e suas condições de trabalho. Participaram do estudo 55 policiais militares, de ambos os sexos, com mais de cinco anos de serviço prestado à instituição, que pertenciam à guarnição do 15° Batalhão da cidade de Patos de Minas-MG. Foi aplicado o questionário sociodemográfico e de saúde e, posteriormente, o “Mapa Corporal da Dor”. Todos os policiais apresentaram dor em alguma região do corpo após a jornada de trabalho. Associações entre as regiões corporais com dor, o uso do colete balístico, veículo de trabalho e tempo de serviço prestado, evidenciaram acometimento principalmente na região das costas inferior. Diante dos resultados apresentados, observa-se uma prevalência de dores na região lombar seguida de dores na região torácica. Todos os participantes faziam uso do colete balístico, fato que influenciou a presença dos pontos dolorosos apresentados. Portanto, faz-se importante a realização de estudos, com intuito de detectar fatores de risco à saúde desses trabalhadores, a fim de propor estratégias que melhorem sua qualidade de vida.

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Publicado

2020-12-22

Como Citar

Santos, H. C. de M. ., Viana, F. C. ., & Silva, D. K. da . (2020). RELAÇÃO ENTRE DOR MUSCULOESQUELÉTICA E CONDIÇÕES DE TRABALHO DE POLICIAIS MILITARES. Psicologia E Saúde Em Debate, 6(2), 356–372. https://doi.org/10.22289/2446-922X.V6N2A24

Edição

Seção

Artigo original