GRUPOS COMUNITÁRIOS DE SAÚDE MENTAL: Grupos operativos, protagonismo e valorização à vida

Autores

  • Gustavo Barbosa Carvalho Universidade de Franca - UNIFRAN https://orcid.org/0009-0002-3894-3226
  • Cláudia Alexandra Bolela Silveira Universidade de Franca - UNIFRAN

DOI:

https://doi.org/10.22289/2446-922X.V9N2A48

Palavras-chave:

Processos Grupais, Promoção da Saúde, Experiência de Vida

Resumo

O Grupo Comunitário de Saúde Mental (GCSM) constitui um espaço em grupo de cuidado com a saúde mental em que se aprende a olhar e valorizar as experiências da vida cotidiana. Esta pesquisa buscou analisar os aspectos teóricos que o constituem com o objetivo de destacar características importantes para a promoção da saúde mental como: a valorização da vida, o protagonismo e a tarefa grupal dos encontros que possibilitam compartilhá-las. Trata-se de uma revisão bibliográfica de cunho qualitativo usando as bases de dados Periódicos CAPES, SciELO, Redalyc, assim como outras literaturas científicas da área. Por meio das referências levantadas e da estrutura proposta pelos grupos operativos e o protagonismo presente neste contexto, observou-se que a postura que prioriza a valorização da vida por meio da relação da pessoa com suas experiências cotidianas e uma atitude de disponibilidade para compartilhá-las em uma relação grupal se constituem aspectos fundamentais aprendidos ao longo da participação nos encontros do grupo, permitindo que seja significativo para o desenvolvimento do indivíduo por abrir espaço para um olhar mais humanizado de si e do outro. O Grupo Comunitário de Saúde Mental constitui-se de uma metodologia importante para a promoção da saúde mental e contribui de forma complementar aos tratamentos psicológicos e psiquiátricos, variando os programas de cuidados de saúde mental existentes.

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Publicado

09-12-2023

Como Citar

Barbosa Carvalho, G., & Alexandra Bolela Silveira, C. (2023). GRUPOS COMUNITÁRIOS DE SAÚDE MENTAL: Grupos operativos, protagonismo e valorização à vida. Psicologia E Saúde Em Debate, 9(2), 853–870. https://doi.org/10.22289/2446-922X.V9N2A48

Edição

Seção

Estudo Teórico