TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA PRESCRITA CONFORME QUEIXA INICIAL E SINAL/SINTOMA A USUÁRIOS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTO-JUVENIL

Autores

  • Nevoni Goretti Damo Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB
  • Samira Raquel de Farias Wackernagel Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB
  • Ana Beatriz dos Santos Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB
  • Arthur Mandalis Sônego Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB
  • Wallace Mees Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB

DOI:

https://doi.org/10.22289/2446-922X.V7N2A6

Palavras-chave:

Medicalização, Saúde Mental, Uso Racional de Medicamentos

Resumo

A prescrição e o consumo de medicamentos psiquiátricos por crianças e adolescentes é um dos motivos de preocupação para a sociedade brasileira. Estes medicamentos, prescritos para o tratamento de transtornos mentais e sofrimento psíquico, são recursos terapêuticos comumente utilizados no atendimento a usuários de Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi). O objetivo deste estudo foi descrever a terapêutica prescrita conforme a queixa inicial e sinais/sintomas de usuários do CAPSi de Blumenau. Para tal, foram analisados e coletados dados de prontuários de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, de agosto a dezembro de 2018. Em relação aos resultados encontrados, o sexo masculino foi o mais frequente, 58,3% (n=28) e a faixa etária mais prevalente foi entre 13 anos a 18 anos de idade 75% (n=36). O principal medicamento prescrito como forma de tratamento foi a Risperidona 22,10% (n=21). As queixas iniciais mais comuns foram agressividade e ansiedade 8,88% (n=08). O sinal/sintoma mais comum foi a ansiedade 13,40% (n=13). De acordo com a literatura, as substâncias mais prescritas encontradas nesta pesquisa podem beneficiar o tratamento das queixas e dos sinais/sintomas das crianças e adolescentes com sofrimento psíquico. As substâncias Risperidona, Cloridrato de Fluoxetina e Oxalato de Escitalopram são as principais substâncias prescritas aos usuários do CAPSi. Estas substâncias prescritas por especialistas e utilizadas de maneira racional podem beneficiar o tratamento dos usuários. Desta maneira, é fundamental destacar a importância de ampliar a discussão sobre prescrições de medicamentos não disponíveis no SUS, pois o principal medicamento prescrito não consta na REMUME.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Arantes, R. L.; Silva, M. M. C.; Araújo, L. O. (2014). Saúde Mental na Infância e Adolescência: Atenção Psicossocial na infância – Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina, p. 132.

Araújo, S.H.M. (2017). Perfil farmacoterapêutico de adolescentes usuários de um centro de atenção psicossocial álcool e drogas infantojuvenil do estado de Goiás. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Goiás, Faculdade Farmácia (FF), Programa de Pós-Graduação em Assistência e Avaliação em Saúde, Goiânia, 88p. From: http://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tede/7570/5/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20%20Sandra%20Hernandez%20Morais%20de%20Ara%c3%bajo%20-%202017.pdf

Blumenau, Secretaria Municipal de Promoção à Saúde (SEMUS) (2019). Relação Municipal de Medicamentos Essenciais. FROM: https://www.blumenau.sc.gov.br/downloads/semus/remume.pdf

Brasil, H. H. A.; Filho, J. F.B. (2000). Psicofarmacoterapia. Rev. Bras. Psiquiatria, 22(2), 2000. https://doi.org/10.1590/S1516-44462000000600012

Brasil, Ministério da Saúde (2019). Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2020. Brasília, 217 p. FROM: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_rename_2020.pdf

Brasil. Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1, 19 set. 1990. FROM: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm.

Brasil. Lei nº 10.216, de 06 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Diário Oficial da União, Poder Legislativo. Brasília, DF, Seção 1, Ed. 69, 9 abr. 2001, p. 2, 2001. https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=LEI&numero=10216&ano=2001&ato=b4foXWE5kMNpWT0b8

Brasil. Organização Mundial da Saúde (OMS). Guia do Instrutor em Práticas da Boa Prescrição Médica. Departamento de Medicamentos Essenciais e Políticas de Medicamentos Genebra, Suíça, 2001. From: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_docman&view=download&alias=806-guia-do-instrutor-em-praticas-da-boa-prescricao-medica-6&category_slug=vigilancia-sanitaria-959&Itemid=965

Brzozowski, F. S. & Caponi, S. N. C. (2013). Medicalização dos Desvios de Comportamento na Infância: Aspectos Positivos e Negativos. Psicologia: Ciência e Profissão, 33 (1), 208-221. https://doi.org/10.1590/S1414-98932013000100016

Conrad, P. The medicalization of society. On the transformation of human conditions into treatable disorders. Baltimore: Johns Hopkins University Press; 2007.E-book. FROM: https://books.google.com.br/books?id=cAE5hlP5YkAC&printsec=frontcover&hl=ptBR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

Couto, M. C. V.; Duarte, C. S.; Delgado, P. G. G (2008). A saúde mental infantil na Saúde Pública brasileira: situação atual e desafios. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo, 30 (4), p.384-389. https://doi.org/10.1590/S1516-44462008000400015

Dalgalarrondo, P. (2018). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: ArtMed. E-book. From: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788582715062.

Leitão, I. B.; Tristão, A. B. D. K. G.; Ronchi, J. P.; Avellar, L. Z. (2020, jan 31). Dez anos de um CAPSi: comparação da caracterização de usuários atendidos. Psicologia USP, 31, p. 1-14. https://doi.org/10.1590/0103-6564e190011

Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 336, de 19 de Fevereiro de 2002. Estabelece que os Centros de Atenção Psicossocial poderão constituir-se nas seguintes modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II e CAPS III. Diário Oficial União, Brasília, DF, 9 fev. 2002. FROM :https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2002/prt0336_19_02_2002.html .

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Caminhos para uma política de saúde mental infanto-juvenil / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 2. ed. rev. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2005. http://www.ccs.saude.gov.br/saude_mental/pdf/sm_sus.pdf

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Centros de Atenção Psicossocial e Unidades de Acolhimento como lugares da atenção psicossocial nos territórios: orientações para elaboração de projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA / MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática. – Brasília: MS, 2015. 44 p.http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/centros_atencao_psicossocial_unidades_acolhimento.pdf.

Moreira, C. P., Torrenté, M. O. N. & Jucá, V. J. S. (2018). Análise do processo de acolhimento em um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil: considerações de uma investigação etnográfica. Interface,22(67), p.1123-34. https://doi.org/10.1590/1807-57622017.0500

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial / MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: MS, 2004b. 86 p.: il. color. – (Série F. Comunicação e Educação em Saúde) ISBN 85-334-0775-0. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm

OMS, Organização Mundial da Saúde (2018). Folha informativa: Depressão. FROM: https://www.paho.org/pt/topicos/depressao

OMS, Organização Mundial da Saúde (2018). Folha informativa: Suicídio. FROM: https://www.paho.org/pt/node/72968

Silva, A. (2017). Terapêutica farmacológica e complementar na perturbação do Espectro do Autismo: uma revisão. Dissertação (Mestrado)- Trabalho final mestrado integrado em medicina: Clínica universitária de Pediatria, Universidade de Lisboa, 49 pg. From: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/30753/1/AnaDBSilva.pdf

Silva, S. N.; Lima, M. G.; Ruas, C. M. (2020). Uso de medicamentos nos centros de atenção psicossocial. Rev. Ciência & Saúde Coletiva, 25 (7), p.2871-2882. DOI: 10.1590/1413-81232020257.23102018

Teixeira, E. H.; Jacinto, A.; Celeri, H. V.; Dalgalarrondo, P. (2013). Atypical antipsychotics in the treatment of pathological aggression in children and adolescents: literature review and clinical recommendations. Rev. Trends Psychiatry Psychother, 35 (3). https://doi.org/10.1590/S2237-60892013000300002

WHO, World Health Organization. Young People's Health - a Challenge for Society. Report WHO Study Group on Young People and Health for All. Technical Report Series 731. Geneva: WHO, 1986.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (1985). Medicines: rational use of medicines. Fact sheet num. 338. May. From: http:// www.who.int/mediacentre/factsheets/fs338/en/ print.html.

Yamauti, S. M.; Bonfim, J. R. A.; Filho, S. B.; Lopes, L. C. (2017). Essencialidade e racionalidade da relação nacional de medicamentos essenciais do Brasil. Revista Ciência & Saúde Coletiva, 22 (3), p. 975-986. http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232017223.07742016.

Downloads

Publicado

2021-08-16

Como Citar

Damo, N. G. ., Wackernagel, S. R. de F., Santos, A. B. dos ., Sônego, A. M. ., & Mees, W. . (2021). TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA PRESCRITA CONFORME QUEIXA INICIAL E SINAL/SINTOMA A USUÁRIOS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTO-JUVENIL . Psicologia E Saúde Em Debate, 7(2), 83–96. https://doi.org/10.22289/2446-922X.V7N2A6

Edição

Seção

Artigo original