FADIGA POR COMPAIXAO E FATORES DE PROTEÇÃO PSICOSOCIAIS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM AÇÕES HUMANITÁRIAS

Autores

  • Christian Guilherme Capobianco dos Santos Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) https://orcid.org/0000-0002-8599-6809
  • Randolfo dos Santos Junior Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP
  • Carla Rodrigues Zanin Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP https://orcid.org/0000-0003-3025-1970

DOI:

https://doi.org/10.22289/2446-922X.V9N2A6

Palavras-chave:

Emocional, Exaustão Física, Fadiga da Compaixão, Profissionais de Saúde, Trabalhador Humanitário.

Resumo

O trabalho humanitário tem se demonstrado perigoso ao longo dos anos, acarretando, com o tempo, traumas emocionais ou físicos em muitos profissionais que lidam com as catástrofes naturais que tem afetado grandes nações. Esses profissionais precisam ser capazes de lidar com flexibilidade e se adaptarem rapidamente à realidade do contexto atual, correndo o risco de desenvolver sintomas de depressão, TEPT – Transtorno de Estresse Pós-Traumático e a fadiga da compaixão, uma síndrome de esgotamento biológico, psicológico e aspectos sociais, um indicador muito importante, estudado em profissionais de saúde, considerada a maior ameaça à saúde mental dos profissionais, principalmente aqueles que trabalham diretamente com traumas e vítimas. Os profissionais da saúde, em contato direto com pessoas que estão em sofrimento, correndo risco de morte, ou em situação de dor, podem levá-los a um modelo secundário de estresse prolongado, denominado como Fadiga por Compaixão, que pode ser rotulado como “Custo de cuidar”, ou “Dor emocional”. Diante disso, o presente trabalho visa apresentar uma investigação sobre indicadores de saúde mental em profissionais de saúde que atuam em ações humanitárias. Foi realizada uma pesquisa transversal, descritivo exploratória, feita por meio de técnica de amostragem de referência em cadeia ou técnica bola de neve. O estudo foi realizado on-line através do aplicativo de gerenciamento de pesquisas Google Forms. Os resultados mostram que estes profissionais recebem mais apoio da família, do que liderança, colegas e amigos, e quanto menor a idade do profissional, maior é o índice de fadiga por compaixão.

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Publicado

01-09-2023

Como Citar

Capobianco dos Santos, C. G., Junior, R. dos S., & Zanin, C. R. (2023). FADIGA POR COMPAIXAO E FATORES DE PROTEÇÃO PSICOSOCIAIS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM AÇÕES HUMANITÁRIAS. Psicologia E Saúde Em Debate, 9(2), 107–125. https://doi.org/10.22289/2446-922X.V9N2A6

Edição

Seção

Artigo original