Psicologia e Saúde em debate https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico <h2><strong>Revista Psicologia e Saúde em Debate</strong></h2> <h3><strong><br />ISSN (eletrônico) </strong><strong>2446-922X<br />DOI 10.22289/issn.2446-922X.PSICODEBATE4FPM</strong></h3> <p>A Revista Psicologia e Saúde em Debate é uma publicação de divulgação digital, que visa suprir uma necessidade institucional para as áreas da saúde e psicologia. O periódico tem todos artigos liberados para download em PDF (Portable Document Format) e foi idealizado pelos professores <a href="mailto:cursopsicologia.fpm@hotmail.com" target="_blank" rel="noopener">Gilmar Antoniassi Junior</a> e <a href="mailto:hugo.some@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">Hugo Christiano S. Melo</a>. O escopo primário do periódico é divulgar artigos científicos de qualidade, favorecendo o diálogo científico entre pesquisadores de múltiplas instituições e alunos de graduação e pós-graduação.<br /><br />O volume anual é composto por duas publicações anuais, de publicação contínua e a submissão é em fluxo contínuo.<br /><br />O corpo editorial da Revista Psicologia e Saúde em Debate não se responsabiliza pelos dados e opiniões expressos nos artigos, sendo estes de inteira responsabilidade dos autores.</p> <h4>Editores-chefe: Prof. Dr. Hugo Christiano Soares Melo<br /> Prof. Dr. Gilmar Antoniassi Junior</h4> <h4>Normatização geral: Renata Ferreira dos Santos<br /> Maria Nazaré Brandão Borges.</h4> <h4>Editoração eletrônica: Hugo C. S. Melo<br /> Ernane Júnior da Silva Reis</h4> <p><strong>Fator de impacto: QUALIS CAPES B3<br /> </strong><strong>ICI (2018) 2.89</strong><br /><strong> SJIF (2016) 5.602<br /> h-index 5</strong></p> <p><strong><img src="https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/public/site/images/agamen0n/Qualis.jpg" width="275" height="270" /></strong><br />Todos os artigos da Revista Psicologia e Saúde em Debate possuem DOI. <img src="https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/public/site/images/agamen0n/7063199_orig.jpg" /></p> <p>Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento, e permite às bibliotecas coletar, preservar e fornecer a seus leitores acesso ao material publicado na Web com o objetivo da preservação digital através dos sistemas LOCKSS e CLOCKSS.</p> <p><a title="LOCKSS" href="http://scientiageneralis.com.br/index.php/periodico/gateway/lockss" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/public/site/images/agamen0n/lockss-logo-v1.jpg" /></a> <a title="CLOCKSS" href="http://scientiageneralis.com.br/index.php/periodico/gateway/clockss" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/public/site/images/agamen0n/clockss-logo.jpg" /></a></p> <h4>A Revista Psicologia e Saúde em Debate é totalmente de acesso aberto. <img src="https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/public/site/images/agamen0n/OAlogo.jpg" /></h4> Faculdade Patos de Minas pt-BR Psicologia e Saúde em debate 2446-922X <p>Os autores declaram que participaram na elaboração do manuscrito em questão, e que o citado manuscrito é original e não foi previamente publicado em parte ou no todo e que nenhum outro manuscrito similar sob autoria dos mesmos está publicado ou em análise por outro periódico seja impresso ou eletrônico. Declaram ainda, que não violaram nem infringiram nenhum <em>copyright</em> ou nenhum outro tipo de direito de propriedade de outras pessoas, e que todas as citações no texto são fatos verdadeiros ou baseados em pesquisas de exatidão cientificamente considerável. Os autores comprometem, quando solicitado, a fornecer informações aos editores a respeito dos dados deste manuscrito.</p> <p>A&nbsp;revista segue o padrão Creative Commons (BY NC ND), que permite o remixe, adaptação e criação de obras derivadas do original, mesmo para fins comerciais. As novas obras devem conter menção ao(s) autor(es) nos créditos. O site utiliza o Open Journal Systems, sistema de código livre gratuito para a administração e a publicação de revistas desenvolvido com suporte e distribuição pelo <a href="http://pkp.sfu.ca/"><span style="color: #006699;">Public Knowledge Project</span></a> sob a licença GNU General Public License.</p> DO INDESEJÁVEL AO IMPONDERÁVEL: A EXPERIÊNCIA DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM FRENTE A MORTE https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/780 <p>Esta pesquisa objetivou analisar as percepções de enfermeiros quanto a morte dos pacientes em tratamento oncológico. Tal estudo valeu-se do método qualitativo, do tipo estudo de caso, tendo como sujeitos 10 enfermeiros oncológicos, com os quais foi utilizada a entrevista semiestruturada como técnica. Buscando analisar os resultados à luz da psicodinâmica do trabalho, a partir da qual pode-se compreender que os profissionais, identificam a morte como um processo natural, frequentemente vivenciado em sua profissão. No entanto apontaram vivenciarem tristeza e frustração mediante ao desligamento do paciente. Concluindo que embora os profissionais demonstrem lidar com a finitude de modo "natural", também experimentam sentimentos desconfortáveis, porém não adoeceram, visto que as defesas utilizadas garantem a integridade do ego em contato com a realidade.</p> Cristiano de Jesus Andrade Carlos Sousa Filho Michelle Fonseca Lago Bruno Chapadeiro Ribeiro Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-21 2021-10-21 7 2 236 252 10.22289/2446-922X.V7N2A15 TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA PRESCRITA CONFORME QUEIXA INICIAL E SINAL/SINTOMA A USUÁRIOS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTO-JUVENIL https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/762 <p>A prescrição e o consumo de medicamentos psiquiátricos por crianças e adolescentes é um dos motivos de preocupação para a sociedade brasileira. Estes medicamentos, prescritos para o tratamento de transtornos mentais e sofrimento psíquico, são recursos terapêuticos comumente utilizados no atendimento a usuários de Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi). O objetivo deste estudo foi descrever a terapêutica prescrita conforme a queixa inicial e sinais/sintomas de usuários do CAPSi de Blumenau. Para tal, foram analisados e coletados dados de prontuários de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, de agosto a dezembro de 2018. Em relação aos resultados encontrados, o sexo masculino foi o mais frequente, 58,3% (n=28) e a faixa etária mais prevalente foi entre 13 anos a 18 anos de idade 75% (n=36). O principal medicamento prescrito como forma de tratamento foi a Risperidona 22,10% (n=21). As queixas iniciais mais comuns foram agressividade e ansiedade 8,88% (n=08). O sinal/sintoma mais comum foi a ansiedade 13,40% (n=13). De acordo com a literatura, as substâncias mais prescritas encontradas nesta pesquisa podem beneficiar o tratamento das queixas e dos sinais/sintomas das crianças e adolescentes com sofrimento psíquico. As substâncias Risperidona, Cloridrato de Fluoxetina e Oxalato de Escitalopram são as principais substâncias prescritas aos usuários do CAPSi. Estas substâncias prescritas por especialistas e utilizadas de maneira racional podem beneficiar o tratamento dos usuários. Desta maneira, é fundamental destacar a importância de ampliar a discussão sobre prescrições de medicamentos não disponíveis no SUS, pois o principal medicamento prescrito não consta na REMUME.</p> Nevoni Goretti Damo Samira Raquel de Farias Wackernagel Ana Beatriz dos Santos Arthur Mandalis Sônego Wallace Mees Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-16 2021-08-16 7 2 83 96 10.22289/2446-922X.V7N2A6 PANDEMIA DA COVID-19: indicadores do impacto na saúde mental de adolescentes https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/782 <p>A pandemia do vírus COVID-19 está impondo grandes mudanças no contexto psicossocial dos países afetados, provocando impactos na população como um todo. Esse trabalho tem como objetivo analisar os níveis de ansiedade, estresse e depressão de adolescentes no contexto da pandemia da COVID-19 e correlacionar os níveis de ansiedade, estresse e depressão com a percepção dos adolescentes sobre os impactos da pandemia em sua vida. O delineamento utilizado foi o quantitativo, correlacional e transversal. A amostra foi composta por 77 adolescentes com idades entre 12 e 18 anos que aceitaram participar da pesquisa online. Todos os procedimentos éticos foram seguidos e os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, a um questionário composto por perguntas específicas sobre a percepção deles sobre os impactos da pandemia e à escala DASS-21. A análise dos dados evidenciou níveis considerados muito graves e graves de ansiedade em 33,8% dos adolescentes, de depressão em 36,4% e estresse em 36,1%. Esses índices se correlacionaram de forma positiva com sentimento de desamparo no cuidado da saúde mental e a presença de conflitos familiares. A partir desses resultados, entende-se que a pandemia pode ser encarada pelos adolescentes como um período complicado e gerador de sofrimentos, intensificando suas vulnerabilidades e limitando acesso a sistemas de suporte.</p> Bruna Taís Binotto Claudia Maria Teixeira Goulart Juliana da Rosa Pureza Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-04 2021-10-04 7 2 195 213 10.22289/2446-922X.V7N2A13 A INFLUÊNCIA DA FÉ NO TRATAMENTO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/784 <p>O câncer é considerado uma doença muito antiga e a sua origem pode estar associada a diversos fatores. Configura-se como um grave problema de saúde pública mundial e com altos índices de casos. Diante do possível diagnóstico da doença, surgem vários sentimentos no indivíduo, pois o futuro se torna temido e desconhecido para ele. Neste processo, o psicólogo utiliza o seu conhecimento técnico para ajudar a reduzir os impactos causados pela doença, contribuindo em um cuidado completo e identificando possíveis desordens psíquicas. A fé torna-se uma alternativa significativa que pode resultar em esperança, fortalecimento e equilíbrio; através dela é possível identificar a importância em aceitar a doença e lidar com o processo de tratamento, melhorando a qualidade de vida do sujeito neste momento e intensificando a sua luta contra a enfermidade. O objetivo deste estudo foi identificar a influência da fé no tratamento de pacientes oncológicos que faziam tratamento em uma unidade hospitalar na capital paulista. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com a participação de sete sujeitos; esse número se fixou por ocasião da exaustão do discurso. Os mesmos foram selecionados de maneira randômica e que manifestaram o consentimento em participar da pesquisa. Os participantes responderam a um roteiro de entrevista semiestruturado. A análise dos resultados foi feita por meio de Análise de Discurso com a construção de categorias. Em relação aos resultados esperados, consideramos que a fé é um recurso positivo para o enfrentamento do câncer e que este fenômeno contribui significativamente para o processo de tratamento da doença.</p> Catia Almeida Alves da Silva Karina Aparecida Ferreira da Rocha Luiz Roberto Marquezi Ferro Aislan José de Oliveira Márcia Guimarães Rivas Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-13 2021-10-13 7 2 214 235 10.22289/2446-922X.V7N2A14 DESEMPENHO FUNCIONAL NAS ATIVIDADES BÁSICAS DE VIDA DIÁRIA EM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/774 <p>A visão é um dos mais importantes sentidos no desenvolvimento normal da criança. Quando há o comprometimento dessa via sensorial, a criança pode apresentar dificuldades no desenvolvimento neuropsicomotor, na relação familiar e ainda nas habilidades da vida diária. Avaliar o desempenho das habilidades funcionais e de assistência dos pais/cuidadores nas atividades básicas de vida diária em crianças com deficiência visual em comparação ao desempenho de crianças sem deficiência visual. Este estudo prospectivo, observacional e transversal foi realizado no Ambulatório de Estimulação Visual Precoce - Setor de Baixa Visão e Reabilitação Visual do Instituto da Visão do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo. O instrumento utilizado foi o PEDI - Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade, aplicado através de entrevista individual com o responsável pela criança nas áreas de Habilidades Funcionais e Nível de Assistência do Cuidador. O PEDI é subdividido em itens: autocuidado, mobilidade e função social. Segundo os dados obtidos, as crianças deficientes visuais apresentaram um déficit de desempenho na área de autocuidado e são mais dependentes do cuidador na mobilidade e função social. As crianças sem deficiência visual apresentaram um menor desempenho na área de autocuidado e mesmo nível de dependência do cuidador nas três áreas. Crianças com deficiência visual necessitam de mais ajuda para desempenhar suas atividades diárias em todas as áreas funcionais se comparadas com as crianças sem deficiência visual.</p> Marcela Aparecida Santos Marcia Caires Bestilleiro Lopes Célia Regina Nakanami Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-09 2021-08-09 7 2 113 130 10.22289/2446-922X.V7N2A8 SAÚDE MENTAL E TRABALHO: a realidade dos trabalhadores do SUAS https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/763 <p>O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), surge por meio da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e estabelece ações voltadas para a população atendida, mas também para os serviços e sua estrutura física, de profissionais e de gestão. E é neste contraste entre a PNAS e à realidade, que as condições de trabalho surgem como ponto negativo da prática diária dos trabalhadores do SUAS e o adoecimento físico e mental existente. O estudo aqui descrito, buscou compreender as relações de trabalho e como este afeta a vida do trabalhador do SUAS, no que concerne à saúde física e mental, o bem-estar e a qualidade de vida do profissional e de sua família, visto que o adoecimento e o estresse geram impacto direto no grupo familiar. A pesquisa foi integrada por profissionais do SUAS que atuam no Estado de São Paulo, e se desenvolveu em duas etapas, sendo a primeira por meio de um questionário <em>on-line</em>, com 24 perguntas (assertivas e dissertativas) e foi respondida por 189 trabalhadores. A segunda etapa contou com a realização de dois grupos focais, com a participação de 24 profissionais, que foram selecionados dentre os que haviam respondido primeira parte do estudo. Os resultados obtidos apontaram para a existência de diversos fatores que interferem na qualidade do trabalho, como a falta de estrutura, a equipe reduzida, as falhas da gestão, as questões políticas, as relações hierárquicas e a sobrecarga, que afetam diretamente a saúde destes profissionais, demandando uma atenção maior para com a saúde do trabalhador.</p> Tassiana Algarte Fernandes Regina Celia de Souza Beretta Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-04 2021-10-04 7 2 181 194 10.22289/2446-922X.V7N2A12 NECESSIDADES PSICOLÓGICAS BÁSICAS E PAIXÃO EM ATLETAS BRASILEIROS UNIVERSITÁRIOS DE VÔLEI DE PRAIA https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/756 <p>O objetivo deste estudo foi comparar as necessidades psicológicas básicas (NPB) e a paixão em atletas brasileiros universitários de vôlei de praia. Participaram 57 atletas de ambos os sexos (21,48±1,79 anos), participantes da fase final dos Jogos Universitários Brasileiros 2018. Os instrumentos utilizados foram a Escala da Paixão e a Escala de Satisfação das Necessidades Básicas para o Esporte (BNSSS). Para a análise dos dados foram utilizados os testes de <em>Kolmogorov-Smirnorv</em>, U de <em>Mann-Whitney</em> e <em>Kruskal-Wallis</em> (p&lt;0,05). Os resultados evidenciaram que os atletas da região central do país se perceberam mais satisfeitos em relação à necessidade básica de autonomia (p=0,033) quando comparados aos atletas da região sul e sudeste. Atletas de instituições privadas apresentaram maiores índices de satisfação com a necessidade de competência (p=0,035) e relacionamento (p=0,028) do que atletas de universidades públicas. Em relação a remuneração pelo esporte, atletas que recebem algum auxílio financeiro se sentem mais competentes (p=0,012) com a sua prática esportiva. Atletas de nível internacional apresentaram maior satisfação em relação à autonomia e competência, além de maior paixão harmoniosa do que os atletas de nível nacional (p&lt;0,05). Conclui-se que os atletas de nível internacional, que recebem algum tipo de remuneração, que estudam em universidades particulares e da região central do país demonstraram maior satisfação com as necessidades psicológicas básicas e mais apaixonados harmoniosamente com a prática da modalidade.</p> Igor Fabricio dos Santos Oliveira Caio Rosas Moreira Nayara Malheiros Caruzzo Gabriel Lucas Morais Freire José Roberto Andrade do Nascimento Junior Lenamar Fiorese Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-07-29 2021-07-29 7 2 12 27 10.22289/2446-922X.V7N2A2 DESAFIOS E POTENCIALIDADES NO DEBATE DE GÊNERO E SEXUALIDADE: uma revisão integrativa https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/775 <p>As questões de gênero e sexualidade perpassam as relações das gerações, tornando-se dimensões organizadoras das relações sociais, o que corrobora para a existência de desigualdades, transformada pelas mais variadas culturas e sociedades. Nesse sentido, o artigo teve por objetivo expor sobre os desafios e potencialidades acerca das questões de gênero e sexualidade nos últimos 10 anos, no que diz respeito a saúde e educação no contexto atual. Realizou-se um levantamento da literatura, buscando documentos indexados em sites eletrônicos: SCIELO (Scientific Electronic Library Online), BVS (Biblioteca Nacional de Saúde), LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde) com os descritores: Gênero e Sexualidade; Gênero e Saúde. Buscou-se documentos que abordassem essas questões utilizando os seguintes critérios de inclusão: livros, teses, artigos e outros tipos de publicações que trabalhassem o tema, publicados entre os anos de 2009 e 2019, listados nas bases de dados referenciados, no idioma Português. Foram encontrados 135 artigos dos quais 11 atenderam aos critérios de inclusão e constituíram a amostra. Os resultados ressaltaram que ainda existem inúmeros entraves relacionados aos direitos e garantias das relações de gênero na saúde e educação. As evidências encontradas nesta revisão indicam a necessidade do debate de gênero dentro das instituições de ensino, o que passa a ser um papel crucial para o enfrentamento das desigualdades, corroborando para a construção de potencialidades significativas na inserção desse discurso na sociedade.</p> Antonio Guilherme Martins Maria Eduarda Silva Siqueira da Luz Francisco Jander de Sousa Nogueira Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-09-13 2021-09-13 7 2 151 168 10.22289/2446-922X.V7N2A10 EQUIPES DE SAÚDE E A PSICOLOGIA HOSPITALAR NA PERSPECTIVA DA TEORIA DE GRUPOS DE SARTRE https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/748 <p>A obra de Jean Paul Sartre, representante do existencialismo, tem ainda poucos estudos no Brasil correlacionados com a área de Psicologia Hospitalar. Nas práticas de saúde brasileira, a atuação por meio de equipes assistenciais multidisciplinares vem se mostrando um dos principais recursos para superação da fragmentação do conhecimento e para o alcance da integralização dos diferentes aspectos da saúde dos sujeitos. Este trabalho visa discutir a Teoria de Grupos em Sartre e sua relação com a atuação interdisciplinar da(o) psicóloga(o) em contexto hospitalar. São apresentados os conceitos de série, grupo em fusão, grupo institucionalizado e grupo organizado, destacando este último como recurso para uma atuação das equipes nas instituições de saúde que possibilite cuidados integrais aos pacientes e familiares. Destaca-se a importância de que os objetivos da instituição estejam claros para os membros das equipes, a fim de que os sujeitos possam articular seus projetos individuais aos institucionais, visualizando uma condição de reciprocidade entre o sujeito e o grupo. O papel da(o) psicóloga(o) é descrito como de mediador, capaz de conduzir os sujeitos a uma reflexão crítica a respeito do próprio grupo e a (re)construção constante do movimento coletivo neste âmbito.</p> Fabíola Langaro Andrea Hellena dos Santos Zuleica Pretto Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-03 2021-08-03 7 2 97 112 10.22289/2446-922X.V7N2A7 A IMPORTÂNCIA DOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS NA REABILITAÇÃO DO PACIENTE COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/770 <p>As doenças cardíacas representam um rompimento da vida do paciente em sua rotina diária, acarretando problemas emocionais, que por vezes podem dificultar o tratamento. O desencadeamento da doença arterial coronariana em um membro familiar pode ser fonte de estresse para todos os membros da família. Portanto, por ser uma doença que traz ao indivíduo não apenas sofrimento físico, mas também psicológico, se faz necessária a reabilitação, tendo em vista o benefício que esta trará na vida desses pacientes. O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão narrativa da literatura sobre a importância dos aspectos psicológicos na reabilitação do paciente com doença arterial coronariana. O método escolhido foi uma pesquisa bibliográfica dos últimos 25 anos em livros e periódicos online específicos no tema. A partir do material selecionado, foram elaboradas três categorias. A primeira categoria sobre a doença arterial coronariana aborda a definição de doença arterial coronariana, suas manifestações clínicas, fatores de risco, diagnóstico, formas de tratamento e reabilitação. Na segunda categoria serão descritos os aspectos psicológicos presentes na reabilitação, e na terceira e ultima categoria será descrito o papel do psicólogo na reabilitação. Como resultado, observou-se que os aspectos psicológicos são de suma relevância no processo de reabilitação do paciente com doença arterial coronariana, pois exercem influência no desenvolvimento da doença, interferindo no prognóstico e na adesão do paciente ao processo de tratamento e reabilitação.</p> Jéssica Helena Souza de França Yasmin Nascimento Passos Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-09 2021-08-09 7 2 131 150 10.22289/2446-922X.V7N2A9 PSICOPATIA: uma análise do tratamento da psicopatia no sistema penal brasileiro https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/757 <p>A ideia primordial do presente artigo é tornar notório o estudo sobre o transtorno de personalidade antisocial, a psicopatia frente ao sistema penal brasileiro. O presente estudo teórico objetiva analisar o transtorno de personalidade antissocial – a psicopatia – frente ao sistema de responsabilização penal no sistema jurídico brasileiro. A pesquisa do estudo teórico foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica em livros, artigos, entre outros documentos que abordam a psicopatia frente ao sistema penal brasileiro. Ressaltando-se que a psicopatia não é uma doença, mas um transtorno de personalidade, que em decorrência de uma anomalia, sobretudo funcional presente no cérebro, acarreta prejuízos em diversas esferas da vida do indivíduo. Assim, surge a demanda jurídica e social de lidar com esses seres humanos, bem como aplicar o meio eficaz a fim de que a norma encontre sua finalidade, gerando, por fim, sua eficácia. Embora exista parâmetros para comparação de como o sistema penal deve lidar com o psicopata, concluímos que no Brasil, até o atual momento, pouco investe no tema. Essa falta de atenção para com a psicopatia resulta em uma grande reincidência desses como presidiários. Ao analisar-se números, nota-se a necessidade da implementação de meios eficazes para lidar com o perfil, buscando auxílio na psicologia para esclarecer os pontos obscuros do funcionamento cerebral de indivíduos acometidos por esse transtorno.</p> Constance Rezende Bonvicini Júlio Alves Caixeta Júnior Esmeralda Medrado de Oliveira Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-07-29 2021-07-29 7 2 28 47 10.22289/2446-922X.V7N2A3 INCLUSÃO DO AUTISTA NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/743 <p>Segundo a definição encontrada no DSM-IV (2002) o Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. Essas características prejudicam no processo de aprendizagem, fazendo-se necessário uma atenção maior por parte das instituições de ensino. Devido ao crescente número de autistas presentes no ensino superior fazem-se necessários materiais sobre o assunto de inclusão nas universidades. No decorrer deste trabalho iremos apresentar revisões bibliográficas encontradas em torno da inclusão do autista no ensino superior, se há e como é feito esse processo, e suas políticas públicas. E por fim, contribuir para futuros estudos e melhorias da inclusão de autistas.</p> Vallery Shibuta Igor Favaro da Costa Fernanda Pimentel dos Santos Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-16 2021-08-16 7 2 1 11 10.22289/2446-922X.V7N2A1 OS IMPACTOS DA VULNERABILIDADE SOCIAL NA CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/764 <p>Esta pesquisa teve como objetivo realizar um estudo sobre o conceito de vulnerabilidade social e seus impactos na construção da subjetividade, utilizando-se para isso revisões bibliográficas que pudessem abarcar os anos de 1990 e 2020. A discussão teve como subsídio a Psicologia Social Crítica, com ela foi possível visualizar o contexto de vulnerabilidade social como marcador de subjetividades. Desta forma, tratamos os conceitos de vulnerabilidade e subjetividade a partir de suas diversidades de compreensões, onde trabalhamos tanto em suas etimologias, considerando suas múltiplas possibilidades de leituras, quanto em suas aplicações sob a perspectiva da Psicologia Social Crítica. Portanto, concluímos que a relação da vulnerabilidade social na construção das subjetividades humanas, se dão de forma correlatas, pois foi possível observar as multi-interações com as quais os fenômenos “vulnerabilidade” e “subjetividade” se constróem.</p> Mateus Ferreira de Almeida Mike Alexander de Paula Pinto Luiz Felipe Viana Cardoso Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-07-29 2021-07-29 7 2 48 65 10.22289/2446-922X.V7N2A4 ALTERAÇÕES NA MICROBIOTA GASTROINTESTINAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/776 <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 12.0pt 0cm;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Pesquisas sobre as causas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm levado vários cientistas a relacionar diversos outros sistemas ao cérebro do paciente, associando alterações na microbiota gastrointestinal (MGI) a comportamentos típicos de pessoas com TEA, sugerindo que o eixo cérebro-intestino seja uma importante peça neste ‘quebra-cabeças’. Este trabalho teve por objetivo averiguar a microbiota gastrointestinal em crianças com TEA. Tal pesquisa foi realizada em plataformas de trabalhos científicos, resultando em 293 trabalhos, que, após a seleção, somaram 28 trabalhos analisados. Quase todos evidenciaram modificações na microbiota intestinal das crianças com TEA, sendo a redução da diversidade desta a principal alteração destes indivíduos em relação ao grupo controle. Destacaram-se nestes estudos a família bacteriana Lachnospiraceae, os gêneros bacterianos <em>Lactobacillus</em>, <em>Clostridium,</em> <em>Feacalibacterium e Bacteroides</em>; e o gênero fúngico <em>Candida</em>. Dentre os sintomas, a constipação foi bastante frequente nas crianças com TEA e alguns grupos de microrganismos foram associados positiva ou negativamente a alterações no sono, no desenvolvimento da fala e nos aspectos comportamentais. Concluímos que há várias alterações da MGI nas crianças com autismo quando comparado a crianças com o neurodesenvolvimento típico, sendo também afetada por questões anatômicas e metabólicas como causas ou consequências do TEA. Há necessidade de novos estudos, especialmente na população brasileira, e mais especificamente nos estados, tendo em vista a grande heterogeneidade do nosso povo e de sua cultura, as grandes variações alimentares das últimas décadas, bem como o aumento do fluxo gênico entre as populações mundiais. </span></p> Fabiana do Nascimento Prazeres Martins Leidyane Balieiro Guimarães Cunha Eliza Maria da Costa Brito Lacerda Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-04 2021-10-04 7 2 169 180 10.22289/2446-922X.V7N2A11 ATENDIMENTO PSICOLÓGICO EM AMBIENTE UNIVERSITÁRIO: uma experiência de acolhimento das demandas psicopedagógicas https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/732 <p>O presente artigo tem por objetivo relatar a experiência vivenciada pelo graduando em psicologia nos anos de 2017 e 2018, atuando em um Núcleo de Atendimento Psicopedagógico que foi ofertada em instituição privada do ensino superior. O relato faz um apanhado da reflexão acerca da implementação da proposta do apoio emocional e educacional no ambiente universitário. Foi possível perceber por meio do trabalho desenvolvido através do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico o quanto os universitários necessitam de um suporte para as diferentes demandas da vida pessoal que refletem no ambiente universitário.</p> Diogenes Antonio Pascini Ribeiro Gilmar Antoniassi Junior Copyright (c) 2021 Psicologia e Saúde em debate https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-08-03 2021-08-03 7 2 66 82 10.22289/2446-922X.V7N2A5